Já sentiram este tic-tac interno sorrateiro?
Como se a cada dia que passa o vosso tempo estivesse a terminar?
Ana, estás a referir-te ao nosso tempo de vida? – perguntam vocês.
Não. Estou a falar do tempo que possuímos nesta encarnação para completar as tarefas às quais nos propusemos.
Alguma vez sentiram esta sensação?
Eu sinto desde que me lembro…. Eu sei, é estranho. Mas é verdade. Desde pequena que sinto isto.
Lembro-me que a partir dos meus 12 anos, o tempo começou a passar muito rápido. Nesta idade era a única que o sentia… tinha medo e receio de o tempo acabar antes…
De quê? – perguntam vocês.
Bem, naquela altura não sabia de quê. Simplesmente, sentia isto.
Hoje em dia, posso dizer que tinha medo de não conseguir terminar todas as missões a que a minha alma se propôs.
Comecem a refletir, se andam a aproveitar o vosso tempo com tarefas preciosas… porque, um dia, eventualmente, ele vai terminar.
Quando esse dia se começar a aproximar podem ter a sensação que perderam o vosso tempo, a viver uma vida sem sentido e extremamente fútil.
Sabem aquela parte do filme em que uma das personagens principais sabe que tem pouco tempo de vida?
E, começa a ter um flashback de toda a sua vida… e a pensar que se calhar tinha feito as coisas de outra maneira.
Não esperem por esse dia, comecem a interrogar-se agora.
Se partissem para o outro lado amanhã… iam satisfeitos com a pessoa que são, hoje?
Se a vossa resposta é não, é hora de iniciarem a vossa mudança. Para que um dia a vossa resposta seja sim.
"Quanto mais precisas para viver, mais tens que trabalhar e
menos tempo tens para ti.
O maior dos luxos é o tempo.
O tempo é o meu maior património."
Miguel Esteves Cardoso