Sim, as máscaras!
Sejam elas quais forem, em que contexto forem… e não são as máscaras do Carnaval, são mesmo as máscaras, do nosso ego.
Porque quando estamos em plena conexão com a nossa alma, as máscaras deixam de existir, aceitamo-nos tal e qual como somos.
O nosso lado luz e o nosso lado sombra estão em plena harmonia.
É muito complicado para um ser humano estar a todas as horas e momentos a usar as suas máscaras. Torna-se um processo demasiado penoso.
Há uma altura, em que todos nós já dissemos:
A máscara, finalmente, caiu!
Pode levar dias, meses ou até anos, mas a verdade vem sempre ao de cima.
Existe um enorme desgaste energético e mental, aparentar ser o que não somos, aparentar ter o que não temos, para tentar escalar uma escada social, que só nos vai levar a mais sofrimento.
A nossa alma chora por dentro, por não poder transparecer a sua verdadeira essência.
A lágrima da alma vai-nos corroendo aos poucos.
Temos que nos libertar destas crenças e padrões que nos foram impostos ao longo da nossa vida, pela sociedade e pela nossa família.
Em que temos que ser de certa maneira ou ter algo para sermos bem aceites e bem vistos pela sociedade.
É aqui que algumas pessoas começam a ter uma vida dupla… a vida de aparências para satisfazer os outros e a vida que realmente queriam viver, mas têm medo do que os outros vão dizer sobre isso.
Porém, esta vida que pensam que, verdadeiramente, querem viver é impulsionada pelo vosso ego e não pela vossa alma.
Em que muitas das vezes, a mentira torna-se a verdade. Sem que a pessoa se aperceba, já não sabe quem é, realmente. É como se houvesse uma perda de identidade.
Uma vez que para estar em ligação com a alma, está implícito aceitarmo-nos a nós próprios.
Então, se pensarem todos um bocadinho comigo, a tecla está sempre a bater na palavra, ACEITAÇÃO.
"Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos."
Fernando Pessoa