Quando foi a última vez que dedicaram tempo a vocês mesmos?
Por vezes, ficamos tão envolvidos na nossa rotina diária que esquecemos de o fazer.
Tempo para nós é algo essencial para a nossa alma.
Há momentos que precisamos de estar sozinhos e apreciar a nossa própria companhia.
Sabem qual é esse momento para mim?
Quando estou a escrever… sou eu e o computador, ao som de Frank Sinatra.
Ultimamente, tem sido assim e eu amo estes momentos.
Assim, como amo os momentos de convívio com os outros.
Percebem?
É necessário um equilíbrio na vida.
Antigamente, passava muito mais do meu tempo sozinha. Era o que precisava naquela altura.
Os capricórnios são seres solitários por natureza e, além disso, nasci dia 9.
Esse número representa a carta IX – O Eremita, que é um indivíduo que se isola do Mundo em busca de conhecimento, sabedoria e iluminação.
Este meu traço de solidão está bem acentuado no meu ser.
Por outro lado, o meu ascendente é leão… este adora socializar!
Quando ele entra em ação é sinal de que a hora da brincadeira começou.
Durante muitos anos não me sentia nem agia como uma leoa.
Era algo que estava adormecido dentro de mim e foi despertando aos poucos.
À medida que fui trabalhando a minha espiritualidade, a minha personalidade mudou.
Como costumo dizer:
“Mudei muito ao longo dos anos, mas há coisas que nunca mudam.”
E, é mesmo assim.
Podes mudar muito, mas não consegues mudar a tua essência.
Tens que aceitá-la.
Então, abracei a leoa que há dentro de mim e nos dias de hoje tenho muitas características do signo de leão.
A maior parte dos meus amigos e amigas ou são leões ou têm alguma influência forte deste signo no seu mapa astral.
Lembrem-se que os leões são regidos pelo Sol, então acabamos por ter um magnetismo e carisma que encantam as pessoas.
Os leões são extrovertidos, divertidos, bem-dispostos, simpáticos, brincalhões e adoram socializar.
De um lado tenho o meu capricórnio e eremita que gostam da sua paz e solidão, mas pelo outro tenho o meu leão que adora estar rodeado de pessoas a conviver e a divertir-se.
Todos nós de certa forma necessitamos deste equilíbrio interno.
Nem sempre sós, nem sempre acompanhados.
É nos momentos de solidão que fazemos as nossas reflexões internas e nos conectamos mais com o Universo.
Porém, é quando estamos com outras pessoas que vivemos experiências que nos trazem aprendizados fantásticos.
Qual é o caminho? – perguntam vocês.
O caminho é sempre o do meio, ou seja, encontra o teu equilíbrio e harmonia interno.
Seja o tipo de relação que for, lembrem-se que antes de existir o NÓS, existe o EU!
A pessoa ama-nos pelo nosso EU, pela nossa essência.
Se nós deixarmos de ser quem somos aos poucos, o outro começará a ver-nos com outros olhos.
É aquela altura em que pensamos que aquela pessoa mudou connosco, mas na realidade fomos nós que mudamos.
Porque fomos mudando aos poucos sem que nos apercebêssemos.
De repente, já nem nos reconhecemos em alguns aspetos da nossa vida.
Esta é uma das razões pelas quais as relações terminam… deixamos de dedicar tempo a nós próprios.
Antes que isto aconteça, dediquem algum tempo do dia a vocês.
Irão sentir a diferença que faz na vossa vida.
Dedica tempo a ti e verás quem és.
Dedica demasiado tempo ao outro,
e te perderás no caminho do teu ser.
Dedica tempo aos dois e evoluirão juntos.
Ana Oliveira