O Ano de 2021 foi um ano de muitos aprendizados de alma para mim.
Para ser mais precisa, tudo isto começou no final do ano de 2020, em Novembro.
Supostamente, estava a viver a vida que pensei que queria com o Pai do meu filho.
Passei tanto tempo a deseja-lo, que finalmente quando consegui o que queria…
Sentia-me incompleta, vazia e infeliz.
Como se estivesse presa.
O que se passa contigo, Ana? – interroguei-me.
Estás a viver o que pediste… o que te falta? – questionei-me.
Sabem o que me faltava?
Eu mesma!
Depois de tanta dedicação e oportunidades que dei à relação com o Pai do meu filho. É como se cada vez que lhe dava mais uma chance, perdesse parte de mim.
Sentia-me perdida e desorientada.
Nos períodos que não estava com ele, fui nutrindo o meu amor-próprio, autoestima e autoconfiança.
Comecei a sentir que talvez aquele homem, em algum momento, foi o homem da minha vida…, mas já não o era.
Deixou de estar alinhado comigo.
Sabem o mais engraçado?
Eu avisei-o que isto ia acontecer um dia…, mas ele pensava que eu estava a brincar e que ia estar toda a eternidade presa a ele.
Em finais de Novembro de 2020 a nossa relação terminou.
Para ser sincera, sentia-me aliviada e feliz.
Sabem porquê?
Sentia-me EU!
Foi aqui que começou a minha jornada das almas gémeas.
Naquela altura pensava que só existia uma…, mas estava errada.
Conheci um homem que mexeu profundamente comigo, sentia uma forte conexão com ele. Estava disposta a apostar em nós, porém, ele não.
Tinha outros planos para a sua vida.
Ele foi uma lufada de ar fresco… para depois se tornar uma desilusão.
Tinha muitos comportamentos parecidos com o Pai do meu filho.
Era sempre atraída por homens misteriosos.
A parte mais engraçada é que todos eles me diziam que a misteriosa era eu.
Faz parte da minha essência.
Depois deste homem, decidi que estava na altura de estar sozinha.
Dedicar-me a mim.
Passado algum tempo, aparece-me outro homem.
Que parecia ser diferente dos outros.
Quando o conheci senti uma forte ligação a ele. Como se sempre o tivesse conhecido.
É este! – sentia dentro de mim.
Por um período foi, mas acabou por me desiludir.
O post da desilusão que escrevi no meu blog foi inspirado neste homem.
Apesar de já ter sido desiludida várias vezes, na minha vida, dou sempre uma oportunidade à pessoa.
Pois, esta não tem culpa do meu passado.
É nisso que todos vocês têm de pensar.
Ou seja, não é por já vos terem partido o coração que se vão fechar ao Amor.
Pelo contrário, é a energia do Amor que tudo cura.
Este processo de cura começa pelo nosso amor próprio.
Parece que quanto mais eu me mentalizava que não queria ninguém, nem mais relacionamentos… mais eles apareciam.
Se calhar tenho que experienciar tudo isto e escrever. – pensei eu.
Foi precisamente o que fiz.
E, desta forma fui evoluindo… sem me aperceber.
Foi no Verão de 2021 que tive de me perder por completo para me encontrar…
Uma das minhas almas gémeas da sombra que proporcionou-me essa experiência.
Sou muito grata por isso.
Porque às vezes temos de nos perder, para nos encontrarmos.
Às vezes temos de mergulhar fundo na sombra, para valorizar a luz.
Foi um ponto de viragem para mim.
Compreender a minha sombra a um nível profundo, até que chegamos a um consenso.
Depois deste processo apareceu-me uma alma gémea luz.
Senti uma ligação inexplicável com ele. Parece que o tinha reencontrado.
Com ele tudo era divertido e leve.
O mais engraçado é que nenhum dos dois queria uma relação e foi o que acabou por acontecer.
Estou numa relação com ele.
Coisa que disse que não queria mais.
A vida tem destas coisas, às vezes achas que sabes o que é o melhor para ti, mas o Universo tem outros planos agendados.
Sabem o que fiz?
Limitei-me a seguir o meu sentir, como sempre o faço.
E, foi até aqui que ele me trouxe e ainda bem.
Ainda tenho medo do compromisso?
Sim, tenho. É devido às minhas vidas passadas porque este processo acontece desde o primeiro namorado.
Então, é algo que ainda está em processo de cura.
Mas, lembrem-se, as outras pessoas não têm culpa dos nossos medos e receios… então, dá sempre uma oportunidade.
Porque, só assim, saberás se vale a pena.
Já Fernando Pessoa dizia:
“Tudo vale a
pena quando a
alma não é
pequena.”
Então, arrisquem e vivam.
Afinal de contas o que têm a perder?
Nada!
Porque há sempre um aprendizado em cada história da nossa vida.
Perdida? Sim!
Mas só para mais tarde,
me reencontrar!
Ana Oliveira